Monstruário Brasileiro
(catálogo de criaturas fantásticas do Brasil)
Alamoa
Aparição do arquipélago de Fernando de Noronha (PE). É uma mulher loira que seduz pescadores e caminhantes, atraindo-os até uma gruta onde revela a sua verdadeira aparência: um esqueleto pavoroso. Também aparece como uma luz ofuscante, multicolorida, perseguindo quem foge dela.
Anhanga
Incorretamente chamado de Anhangá é um dos mitos mais antigos do Brasil. Os lugares que frequenta são considerados mal-assombrados e, costumeiramente, aparece na forma de um veado branco com olhos de fogo, mas pode assumir a forma de qualquer animal que desejar, terrestre ou aquático. Protege os animais da sanha cruel dos caçadores e pescadores.
Boitatá
É a "coisa de fogo", erroneamente conhecida como "cobra de fogo" por causa da origem do seu nome indígena. Diz-se que foi uma cobra gigantesca que devorava somente os olhos das suas presas e, quando morreu por causa da tanta luz dos olhos consumida, passou a proteger os campos contra quem os incendeia. É uma explicação para o fogo-fátuo, luz que emana de cemitérios e brejos.
Bruxa
A bruxa no folclore brasileiro é uma herança portuguesa. Causa mal às crianças como mau-olhado, lombrigas e amarelão. Também pode transformar-se em animais crepusculares: borboletas, mariposas, besouros, sapos ou corujas. Em qualquer cidade, grande ou pequena, sempre existe a bruxa misteriosa capaz de realizar feitiços ou de aplicar remédios para o bem ou para o mal.
Cabra Cabriola
Um dos muitos seres para amedrontar as crianças. É uma cabra de cara grande e dentes muito afiados,que solta fogo pelos olhos e pelo focinho.. Quando erra pela noite, costuma entrar nas casas e devorar quantas crianças encontra. Às vezes, fala assim: "Eu sou a Cabra Cabriola / Que come meninos aos pares, / Também comerei a vós, / Uns carochinhos de nada."
Corpo-seco
Foi um homem que passou a vida cometendo maldades, inclusive chegou a bater na própria mãe, o que originou o ditado “quem bate na mãe fica com a mão seca”. Quando morreu, nem Deus nem o Diabo o aceitaram e a própria terra o rejeitou, expulsando o seu corpo putrefato e ressequido. Passa as noites a vagar e a assombrar os viventes.
Diabinho na Garrafa
Também conhecido como Cramulhão é um amuleto que proporciona riqueza e prosperidade em troca da alma de quem o possui. Para isso é preciso fazer um pacto com o demônio em que um ovo choco de galinha preta deve ser enterrado em uma encruzilhada em noite de quarta-feira de lua cheia, na época da Quaresma. No dia da morte da pessoa, o diabinho sai da garrafa e leva a alma.
Dué
Dué causou uma estiagem tão prolongada que ressecou a terra, depois provocou incêndios no mato seco, matando todos os seres vivos. Tupana desceu dos céus para castigar Dué, barrando a foz de um rio e provocando uma enchente que cobriu tudo. Os humanos e os animais refugiaram-se no alto das serras durante as três luas que a enchente durou. Quando as águas baixaram, Dué nunca mais foi visto.
Encantadas
Os caingangues do Paraná contavam que, em uma gruta na Ilha do Mel, viviam mulheres de uma beleza incomum que cantavam e dançavam ao nascer do sol e ao crepúsculo.. O canto delas era tão inebriante que tornava-se perigoso para qualquer mortal, pois enfeitiçava e arrastava para a água. Eram uma espécie de sereias que também atraíam e afogavam os marinheiros e os pescadores.
Encourado
Um vampiro-demônio do Nordeste brasileiro que habita, especialmente, o sertão. Veste roupa de couro preto e tem grandes asas, alimenta-se de animais e pessoas, preferindo o sangue de quem não frequenta a igreja. Sabe-se que o Encourado está chegando quando urubus começam a sobrevoar a localidade, os cachorros ganem amedrontados e as galinhas param de botar ovos.










